Silêncio da Câmara Municipal de Cabo Frio amplia polêmica sobre livro infantil com prefeita como super-heroína. Veja:

Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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Cabo Frio (RJ) – Enquanto o debate esquenta em torno de um livro infantil distribuído na Escola Municipal Antônio da Cunha Azevedo, que destaca a figura da prefeita Magdala Furtado como super-heroína, a Câmara Municipal de Cabo Frio se mantém em silêncio notável. A inércia contrasta com a atuação da ALERJ, que já manifestou preocupações a respeito do caso.

O livro, entregue na última terça-feira (8), tem sido criticado por pais de alunos, que não foram previamente informados sobre sua distribuição. Juliana Vignoli, autora da obra e idealizadora da ação, defendeu o projeto afirmando possuir as devidas autorizações, inclusive da prefeitura. O material faz parte do projeto “Dra Defensora”, voltado para o “Agosto Lilás”, mês de conscientização sobre a proteção das mulheres.

A ALERJ, em rápida resposta ao episódio, já se tornou palco de discussões sobre o tema. Deputados como Felippe Poubel, Rodrigo Amorim e Alan Lopes sinalizaram preocupações e prometeram acionar o TRE, MPRJ e a própria comissão de educação da ALERJ, ampliando o escopo do debate sobre politização do espaço escolar e ética na gestão pública.

Entretanto, apesar da magnitude do caso e da mobilização em diferentes esferas, a Câmara Municipal de Cabo Frio, órgão diretamente relacionado à gestão da cidade, não se manifestou. Nossa equipe tentou estabelecer contato com o vereador Roberto Jesus, líder da oposição, com o vereador presidente da casa, Miguel Alencar, e com o vereador Rodolpho de Rui, presidente da comissão de educação. No entanto, até o momento, ambos, assim como a assessoria da casa, mantêm-se em silêncio.

A ausência de posicionamento da Câmara Municipal intensifica as discussões sobre transparência e responsabilidade na gestão pública. O SEPE Lagos e a Prefeitura de Cabo Frio emitiram notas, demonstrando posicionamentos claros a respeito do incidente. Enquanto o sindicato pede apuração rigorosa dos fatos, a prefeitura nega autorização para a distribuição do material.

A expectativa é que, diante do crescente debate público e da pressão por respostas, a Câmara Municipal quebre o silêncio nos próximos dias, esclarecendo seu posicionamento e eventuais medidas a serem tomadas.

ATUALIZAÇÃO: O vereador Roberto Jesus entrou em contato com nossa equipe e informou ” Boa noite, recebi essa denúncia pelas redes socais e como estou em reunião não levantei mais profundamente. Assim que tiver feito irei me pronunciar.”

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